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Moscas

14/04/2009

Dia. Quente. Bar de esquina. Uma mosca. Bebo uma cerveja. Indivíduo se aproxima. Maltrapilho. Olho injetado. Suando. Me encara. Fala.

“Azrael.”

Respondo

“Que?”

Treme. Baixa a cabeça. Fala. Não entendo. Língua estrangeira. Me encara de novo. Fala.

“Yahweh.”

Respondo.

“Que?”

Chora. Treme. Resmunga. Não entendo. Põe a mão no bolso. Tira algo. Corrente com pingente. Prata. Me mostra. Símbolo estranho no pingente. Abro. Vazio. Me encara. Esforço pra falar. Fala.

“Baal Zebub.”

Respondo.

“Que?!”

Sai. Cambaleia. Tonto. Atravessa a rua. Freada brusca. Baque surdo. Gritos. Sangue. Indivíduo morto. Troveja. Como? Dia claro. Sem nuvens. Moscas. Motorista foge. Olho o pingente. Moscas. Metal frio. Moscas.

Moscas.

Moscas.

Muitas moscas…

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