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A rima do solitário

08/10/2009

No meu segundo post aqui no Retalhos, falei de uma poesia minha, Rhyme of the Lonely One, que havia servido de base para um concurso da Rádio Cidade no qual fiquei entre os dez primeiros. A ideia era mandar um resumo de um conceito para filme. Fuçando nos meus arquivos velhos, achei o texto que enviei para a rádio (além da entrevista do último post). Aqui vai ele.

Dois homens, Homem 1 e Homem 2, estão numa taverna medieval. O Homem 1, que acabou de ser rejeitado pela mulher que amava, está se queixando de que jamais amará novamente, que o amor não existe e coisas do gênero. O Homem 2, mais velho, sorri e pergunta se o primeiro conhece a “Rima do Solitário,” este nega. O Homem 2 explica que é um poema que conta a história de um homem amaldiçoado por uma bruxa a nunca encontrar o amor. Ele então recita a primeira estrofe e a cena muda para um ambiente medieval, mais mítico do que histórico, onde ocorre a cena da maldição. A partir daí, a voz do Homem 2, em off, recita as estrofes seguintes e a cena acompanha os fatos ilustrados por elas: o Solitário à procura do amor por terras distantes e estranhas. Finalmente, após vários anos de procura e já conformado com o seu destino miserável, o Solitário encontra a mulher da sua vida. Só que ela também foi amaldiçoada por um bruxo a repelir todo amor e, por causa disso, todos a veem como uma espécie de monstro mitológico, exceto o Solitário. Grande parte do filme se concentra nas tentativas do Solitário em quebrar a maldição de sua amada. Mas, para isso, ele tem que enfrentar o bruxo, o povo da cidade onde ela vive e a própria amada, que, apesar de amá-lo, tem medo de magoá-lo. Ele também conhece outros personagens interessantes. Entre eles, um velho andarilho que serve como mentor e companheiro na aventura, e cujo senso de humor é mais desenvolvido que o do Solitário. Tudo relacionado à natureza do amor e dos relacionamentos. A narração em off continua ao longo do filme, pois o poema cobre a história toda; podendo, inclusive, haver comentários e discussões, humorísticos ou não, entre o narrador e o ouvinte. O clímax é atingido com o confronto entre o Solitário, o bruxo e a amada e há um combate, mais de convicções do que físico. Final feliz. Para concluir o filme, a cena retorna para a taverna, onde um cativado Homem 1 reavalia, com auxílio do Homem 2, suas experiências em relação à história e tem seu moral elevado dramaticamente. E o Homem 2 pode revelar ao público que é, na verdade, o Solitário.

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