Campanha: Fuzileiros Confederados ou Campeões de Suraya

Como muitos mestres de RPG, volta e meia tenho ideias para novas campanhas. Para sondar o interesse dos meus jogadores, passei a escrever uma introdução de uma página, explicando a premissa. Algumas viraram jogos, outras ainda não, mas me toquei que tenho algumas delas guardas e resolvi publicá-las aqui.

Essa primeira, Fuzileiros Confederados ou Campeões de Suraya, virou uma aventura no Rpol. Como vocês podem ver, ela é o que os americanos chamam de bait and switch — parece uma coisa, mas é outra. No começo, leva a crer que é ficção científica, no entanto, logo se torna uma campanha de fantasia.

Avisei os jogadores que haveria uma mudança conceitual logo no início e deixei claro que eles poderiam desistir caso não gostassem. O jogonão foi adiante, porque só tinha dois PCs no final.

Introdução a Fuzileiros Confederados

Príncipes de Gautama: Rajkumar

Os PCs da campanha de Gautama são os rajkumar, príncipes aparentados (filhos ou sobrinhos) do Rajah Pandu, responsável por uma região que fica no noroeste do continente. Como é o costume local, o rajah divide seu reino em províncias administradas pelos rajkumar. A área onde se passa campanha foi recentemente adqirirda por Pandu ao derrotar um rajah rival, daí os administradores serem os jovens PCs.

O sistema será o Unisystem e assim os jogadores terão a distribuição padrão para personagens heróicos: 25 pontos para atributos, 20 para Qualidades, 10 de Drawbacks e 35 de habilidades. Quem desejar criar um iniciado tântrico, alguém que se aprofundou no conhecimento do Tantra (normalmente porque nasceu com a capacidade de manipular grandes quantidades de prana), pode optar por uma distribuição alternativa: 20 pontos para atributos, 15 para Qualidades, 10 de Drawbacks, 30 de habilidades e 15 de sutras.

Além das Qualidades e Drawbacks normais do jogo, haverá alguns específicos para essa campanha. Por exemplo, todos os PCs ganham automaticamente uma cadeira no Palácio do Karma. Essa Qualidade significa que os rajkumar são virtualmente imortais. Quando seu corpo físico morre ou é destruído, imediatamente os brahmin do karma transferem as memórias salvas até então para um clone amadurecido rapidamente. Isso, é claro, desde que o príncipe tenha seguido seu dharma e vivido dentro dos preceitos de sua varna (casta). Caso isso não tenha acontecido, ele pode descobrir que foi reencarnado em um chachorro.

Ter um assento no Palácio do Karma é extremamente valioso na decadente sociedade de Gautama. Tanto que é possível que o jogador troque essa vantagem por 10 pontos extras de Drawback durante a criação do personagem. Ele também pode usar a cadeira como uma poderoso elemento de barganha na campanha, mas uma vez passado adiante, o rajkumar não pode mais desfrutar de sua vantagem, a não ser que consiga outra cadeira.

Além disso, graças ao extenso uso de biotecnologia no passado, Gautama é populado por várias subespécies humanas, a maioria engendrada artificialmente para funcionar como servos, como os ganeshitas, os kalamukha e os shaktir. Outras possuem apenas alterações cosméticas ou pequenas diferenças anatômicas, como cores de pele distintas e presença de cauda. Os PCs podem escolher ser destas últimas.

Príncipes de Gautama

Ultimamente, só tenho jogado, mas como minha praia é mesmo mestrar, já estou pensando na minha próxima campanha. Tive uma idéia há alguns meses e ela retornou à minha mente recentemente, quando decidi dedicar um pouco mais de tempo a ela. Nessa campanha, os personagens (PCs) são jovens rajkumar (príncipes) que administram seus pequenos feudos em uma colônia da Terra num futuro distante. Tudo marinado em cultura pseudo-hindu e temperado com Dying Earth e Lord of Light. Ou seja, um clima de decadência tecnológica com os resquícios de uma Era Dourada onde biotecnologia, inteligência artificiais e tecnologia gravitacional floresceram. Nesse universo, a cultura hindu prevaleceu, pelo menos nessa área do espaço. Mas isso não quer dizer que a ambientação terá detalhes fiéis sobre o modo de vida indiano — o que quero é inspiração. É por isso que escrevi ‘pseudo-hindu’ acima. Por exemplo, deva nessa campanha não são espíritos, mas sim pessoas que nasceram com o dom de manipular o prana por meio do tantra, que por sua vez não será codificado de maneira fiel ao tantra real.

A idéia é combinar as aventuras padrão de um grupo de aventureiros com um sistema de administração de feudos que seria usado por cada PC. Então teríamos ações em nível administrativo, como rolamentos para ver se o rajkumar conseguiu debelar uma rebelião em seu feudo, e em nível tático, com os PCs se encontrando para resolver um problema que afeta a todos. É provável que eu crie — ou pegue emprestado de jogos como Birthright — umas tabelas de eventos aleatórios para rolar na fase de administração. Durante a criação dos PCs, que serão todos parentes, irmãos ou primos, também rolarei para ver a distância deles para o rajah em termos de sucessão, e do rajah para o maharajah.

Bom, essa é a idéia. Ao longo do tempo, vou postar as coisas que  vou usar para construir essa ambientação, como o planeta Gautama, a colônia do Império Deccam onde a campanha é ambientada