Zelazny, Gaiman e eu

Na minha newsletter, DisPatches (já assinou?), já falei de como Roger Zelazny é uma inspiração e de como o Neil Gaiman já me deu um fora. Que o criador de Sandman era amigo do autor das Crônicas de Amber eu sabia, mas não tinha ideia que uma obra deste tinha sido essencial para o sucesso daquele – ainda por cima, uma que eu gosto também.

A descoberta veio graças a uma entrevista do The Guardian com o Gaiman:

Gaiman precisava de outra maneira para começar, e ela veio por meio de um escritor de ficção científica norte-americano. “Roger Zelazny escreveu um livro chamado Lord of Light, onde ele criou deuses de ficção científica que pareciam super-heróis,” diz Gaiman. “A história se passa em um mundo no futuro onde exploradores espaciais se deram os poderes do panteão hindu. Pensei: não consigo escrever super-heróis, mas conseguiria escrever quadrinhos sobre deuses. Aposto que conseguiria fazer isso, e seria parecido o bastante com um quadrinho de super-herói para enganar as pessoas.”

Pois é, grandes mentes pensam da mesma maneira.


In my newsletter, DisPatches (have you subscribed yet?), I’ve mentioned how Roger Zelazny is an inspiration and how Neil Gaiman once told me off. I knew the creator of Sandman was friends with the author of the Chronicles of Amber, but I had no idea one of the latter’s works was essential for the success of the former – plus, one I also like.

The discovery came thanks to this The Guardian‘s interview with Gaiman:

Gaiman needed another way in, and it came via a US science-fiction author. “Roger Zelazny did a book called Lord of Light, where he did science-fictional gods who feel like superheroes,” says Gaiman. “It’s set in a world in the future where a bunch of space explorers have given themselves the powers of the Hindu pantheon. I thought: I can’t do superheroes, but I could do god comics. I bet I could get that kind of feeling to happen, and it might feel enough like a superhero comic to fool people.”

Yeah, great minds think alike.

Patternbound: Chronicles of Amber by way of Godbound

Lembra da introdução de Forcebound, onde disse que tenho o estranho hábito de adaptar sistemas de RPG para mestrar Guerra nas Estrelas? Então, também faço isso com Amber, a ambientação da série de romances Crônicas de Amber, do Roger Zelazny. E aqui, usei de novo o  Godbound, do Kevin Crawford.  Como seu predecessor, Patternbound não possui qualquer material ultrainovador — é mais uma gambiarra (olha essa gíria aí de novo) que serve de recurso para GMs que querem mestrar Amber com Godbound. Contudo, sinto um pouco de orgulho do meu sistema genérico de navegação nas Sombras. Diferentemente de Forcebound, esta adaptação teve um pouco de teste, porque comecei uma campanha há umas semanas e pude fazer algumas modificações nas regras.

Embora mencione os caosianos e até descreva Metamorfose como um Poder, você não vai encontrar Controle do Logrus aqui. Eu prefiro o ciclo do Corwin e o reli pela terceira vez para este projeto. Neste ciclo, não se menciona o Logrus e não aprendemos muito sobre as Cortes do Caos. Além disso, não vou reler o ciclo do Merlin agora e, assim, não poderia verificar se  as informações que lembro e oriundas de outros RPGs são válidas. Talvez, no futuro, eu escreva um Logrusbound.

Na página que hospeda o arquivo, você encontrará uma planilha de Excel chamada shadow_nav.xls. É uma maneira de mapeas as Sombras na sua campanha e leva em consideração as quatro dimensões dos eixos de navegação (Magia, Tec, Tempo e Estranho). Ela foi criada a partir das excelentes sugestões dos meus colegas da RPGnet neste tópico. Agradecimentos especiais ao Glyptodont, que inspirou a forma final da planilha.

No texto, faço referência a algumas fontes. Essas são as abreviações que uso: livro básico deluxo do Godbound (Gd), Non-Diceless Roleplaying in Limitless Shadows (Am). Estas marcações serão seguidas de números de página.

Finalmente, há spoilers nessa adaptação. Se você não leu os cinco primeiros romances, sugiro que você os leia antes de se enveredar por esse arquivo. Em termos de volume de texto, os cinco livros juntos são mais ou menos do mesmo tamanho que Guerra dos Tronos (888 páginas contra 807, respectivamente).

É isso! Agora siga adiante e experimente Patternbound!

Remember the intro to Forcebound, where I said I have this weird habit of adapting RPG systems to run Star Wars? Well, I also do that for Amber, the setting of Roger Zelazny’s Chronicles of Amber novels. And here again I do it with Kevin Crawford’s Godbound. Like its predecessor, Patternbound isn’t supposed to have any ultrainnovative material — it’s more a quick and dirty (there’s that expression again) resource for GMs wanting to run Amber with Godbound. I do feel a little bit of pride in my system-agnostic Shadow navigation mechanic, though. Unlike Forcebound, this one got a little playtest in that I started a campaign a few weeks ago and tweaked the rules a bit as a result.

Although I mention Chaosians and even describe Shapeshifting as a Power, you won’t find Logrus Mastery here. I much prefer the Corwin cycle and started rereading it for the third time for this project. In that cycle, we don’t learn about the Logrus or much anything about the Courts of Chaos. Plus, I won’t be reading the Merlin cycle again for now and so wouldn’t be able to verify the info I remembered and the one I plundered from other RPGs. Maybe in the future I’ll do a Logrusbound.

In the page that hosts this file, you’ll also find a link to an Excel spreadsheet called shadow_nav.xls. It’s a way to map the Shadows in your game that takes into account the four dimensions of the navigational axes (Magic, Tech, Time and Weird). It arose from the excellent advice my fellow RPGnetters gave me in this thread. Special thanks to Glyptodont, who inspired the final form of the spreadsheet.

Thoughout the text, I reference some sources. Here’s a key for the abbreviations: Godbound deluxe corebook (Gd), Non-Diceless Roleplaying in Limitless Shadows (Am). These will be followed by a page number.

Finally, there are spoilers in here. If you haven’t read the first five novels, I suggest you go do that before plunging into this file. Put together, the five books are about the size of A Game of Thrones, textwise (888 pages versus 807, respectively).

That’s it! Go ahead, essay Patternbound!

 

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