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Superseeds #66: The Jedi Legion, part 2

25/07/2016

The Jedi Legion, part 1 é o sexagésimo-sexto artigo da minha coluna na RPG.netSuperseeds. Neste, finalizo a ambientação que combina a Ordem Jedi com a Legião de Super-Heróis.

The Jedi Legion, part 1 is the sixtieth-fifth installment of my RPG.net column, Superseeds. In this one, I finish the Jedi Order/Legion of Super-Heroes mash up.

Superseeds #65: The Jedi Legion, part 1

16/06/2016

The Jedi Legion, part 1 é o sexagésimo-quinto artigo da minha coluna na RPG.netSuperseeds. Neste, falo sobre uma ambientação que combina a Ordem Jedi com a Legião de Super-Heróis.

The Jedi Legion, part 1 is the sixtieth-fifth installment of my RPG.net column, Superseeds. In this one, I talk about a Jedi Order/Legion of Super-Heroes mash up.

No #Bicicultura2016

26/05/2016

Eu e a Sandra estamos participando da terceira edição do Bicicultura, o maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo, que acontece em São Paulo de hoje até domingo. Só a abertura, que contou com a presença de Fernando Haddad, prefeito da cidade, já valeu. Todos os convidados falaram coisas interessantes e pertinentes.

O módulo do qual participamos como um dos apresentadores, o Pedaladas – Cicloviagens, também foi bem legal e nossa apresentação, apesar de ser a “café com leite”, foi bem recebida pelo pessoal. Se você estiver em São Paulo nesse fim de semana, confira as palestrars, mesas redondas e atividades do Bicicultura. Elas estão acontecendo na Galeria Olido e na Praça das Artes, perto do Vale do Anhangabaú.

Venha! Você não vai se arrepender!

Logo do Bicicultura

Superseeds #64: Legacies of Power, part 2

21/05/2016

Legacies of Power, part 2 é o sexagésimo-quarto artigo da minha coluna na RPG.netSuperseeds. Neste, concluo a série sobre o mundo onde os superpoderes são legados, passados para os sucessores dos heróis e vilões.

Legacies of Power, part 2 is the sixtieth-fourth installment of my RPG.net column, Superseeds. In this one, I conclude the series about a world in which superpowers are legacies, passed on to the successors of heroes and villains.

Uma experiência agridoce #somoscecierj #ocupacairu

13/04/2016
#ocupacairu

Foto: Luiz Bento

Ontem, como parte das atividades de greve da Fundação CECIERJ, visitamos uma das 21 escolas ocupadas pelos estudantes no Rio de Janeiro. Fomos ao Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, e levamos mantimentos para ajudá-los na sua luta. Os alunos nos receberam com simpatia e nos deram um tour das instalações, explicando como estão conduzindo a ocupação. Foi uma experiência agridoce, meio alegre, meio triste. Alegre porque é inspirador ver os jovens tomando pra si a luta por um mundo melhor; no caso, um mundo com uma educação de qualidade e onde o Estado se responsabilize por atender de maneira competente um direito fundamental da população, apesar de uns e outros acharem que não. Os estudantes da Visconde de Cairu não estão apenas lutado, estão administrando sua luta. Se dividiram em vários comitês que lidam com diferentes questões da ocupação, seja alimentação, limpeza ou atividades. Eles ainda espalharam cartazes pela escola com mensagens de tolerância e reafirmação da diversidade, algo, no mínimo, louvável em tempos de extremismo e fascismo em alta. Pra mim, é especialmente marcante ver essa iniciativa, porque não sei se eu, quando adolescente, teria feito o mesmo. Na minha juventude, era de direita (eu sei, mas mudei — fiz o caminho inverso da maioria das pessoas) e provavelmente não estaria apoiando um movimento com esse.

Foi triste porque, durante o tour, vimos como a Visconde de Cairu é imensa e possui diversas instalações que fazem (ou fariam) dela uma escola fantástica, como laboratórios de química e astronomia (!), mas que estão abandonados e/ou trancados. As instalações da escola também sofrem sem manutenção, como mostra esse vídeo de 2010. O colégio tem até um bosque, uma área grande de vegetação que poderia ser usada para aulas práticas de biologia ou para projetos como uma horta comunitária, mas que, agora, acumula focos de mosquito. É mais triste ainda porque a gente sabe que essa situação precária não é “privilégio” da Visconde de Cairu — tá mais para a realidade padrão dos colégios cariocas e fluminenses.

De qualquer maneira, prefiro contabilizar a experiência mais como positiva do que negativa: a atuação dos jovens bate de dez a zero o desmazelo do abandono da instalações de educação do estado. Toda a força pros estudantes da Visconde de Cairu e de todas os outras 20 escolas ocupadas! Continuem lutando! A gente ajuda no que for possível.

Em tempo, no dia 7 de abril, uma juíza aprovou a reintegração de posse do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, alegando que os alunos “estão dormindo e cozinhando na própria escola, sem qualquer supervisão por agente público que garanta a segurança. Assim, em caso de acidentes ocorridos dentro da escola, a responsabilidade será do Poder Público que, além de estar privado da posse de um bem público, ainda terá que arcar com eventual indenização por danos causados aos ocupantes”. Acho curioso que quando os estudantes estão frequentando uma instalação sem condições físicas de segurança e saúde apropriadas, tá tudo bem, mas agora que eles estão fazendo um movimento legítimo, aí é problemático para o Estado — perceba que a preocupação dela é com a responsabilização pelo acidente e o custo das indenizações, não é realmente com a segurança. Além disso, como o Poder Público pode estar privado de um bem se ele está na mão dos estudantes, que são o público ao qual ele está destinado?

Mais fotos da visita:

Escola laica

Foto: Luiz Bento

Recalque de ditadura bate na minha geração e volta

Foto: Luiz Bento

Respeite

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Laboratório abandonado

Laboratório abandonado

Laboratório abandonado

Laboratório abandonado

O bosque

O bosque

Vai ter

Superseeds #63: Legacies of Power, part 1

07/04/2016

Legacies of Power, part 1 é o sexagésimo-terceiro artigo da minha coluna na RPG.netSuperseeds. Neste, falo sobre uma campanha onde os superpoderes são legados, passados para os sucessores dos heróis e vilões.

Legacies of Power, part 1 is the sixtieth-third installment of my RPG.net column, Superseeds. In this one, I talk about a campaign in which superpowers are passed on to the successors of heroes and villains.

Pedal patagônico: Trecho 2.3 – San Sebastian –> Rio Grande

10/02/2016
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A caminho de Rio Grande

Acordamos às 5 h para escaparmos do vento. Os chineses já estavam levantados, porque haviam se deitado logo depois que chegamos, na noite anterior. Apesar de madrugarmos, os suíços, que se levantaram um pouco depois, estavam prontos antes de nós e saíram em direção a Porvenir. Estavam bem dispostos, apesar de ter pela frente estrada de terra com vento contra e chuva (começou a chover) na cara. Por sorte, quando finalmente terminamos de nos aprontar, a chuva já havia parado e seguimos serelepes em direção a Rio Grande.

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O mar em San Sebastian

No início, vislumbramos o mar ao longo da rodovia (mais tarde, descobriríamos que a baía de San Sebastian tem uma maré com variação de 9 m de altura), mas logo ele retrocedeu e voltamos a ter pampa dos dois lados. Ao longo do dia, o vento subiu e mudou de lado, nos pegando de lado a uma velocidade absurda. Lá pelo meio dia, o Hélio decidiu entrar numa usina de compressão de gás, a La Marina, para pedir abrigo do vento e um local onde pudéssemos comer nossos sanduíches. Fomos recebidos pelo amável Fabian, que não só nos permitiu entrar, como também deixou que usássemos o banheiro e o refeitório. Ele e seus dois colegas nos fizeram companhia enquanto comíamos. Conversamos sobre cicloturismo, a  rota por vir, a situação da Argentina e o Brasil. Descansados, partimos de volta para a ruta 3.

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Fabian e seus colegas, que nos ajudaram na estrada

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E a usina de compressão de gás La Marina, onde trabalham

O vento não havia arrefecido nesse meio tempo. Pelo contrário, parecia ter ganho mais força — algumas pessoas disseram que atingiu 120 km/h, com rajadas de 140 km/h. Pedalávamos junto ao acostamento, mas as rajadas nos jogavam na pista contrária e, quase sempre, quando havia um carro vindo em sentido contrário. Em um determinado momento, quase fomos atropelados. Durante essa peleja, cruzamos com dois outros cicloturistas que faziam o caminho contrário: um jovem alemão e um holandês da nossa idade. Haviam saído juntos de Rio Grande, mas o ciclista teutônico se distanciara do seu companheiro dos Países Baixos. Conversamos mais com esse último — até onde o vento incessante deixava — e ele nos deu algumas informações sobre o caminho por vir. Ambos sugeriram que ficássemos na hospedaria El Argentino, em Rio Grande.

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O retorno do mar

Chegamos num ponto em que a Sandra não conseguia mais avançar e ela optou por pedir uma carona. Após algumas tentativas, um jovem numa caminhonete parou. Ele disse que não poderia levá-la até Rio Grande, a cerca de 20 km, porque o carro era da empresa petrolífera para a qual trabalhava e era de proibido de sair de um determinado circuito, sendo rastreado por GPS. Mas ele poderia deixá-la numa parada de caminhão a 3 km dali, onde eu, que seguiria de bicicleta, poderia encontrá-la. Colocamos a bike na caçamba e, quando a Sandra foi entrar na caminhonete, o vento aprontou mais uma: uma rajada fechou a porta no tornozelo dela. Apesar da dor, não parecia haver um estrago maior e eles seguiram, enquanto eu voltei a me degladiar com o vento.

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Curva perigosa

Os 3 km vieram e se foram, e nada de parada de caminhões. Passei os 4, 5, 6 e 7 km, e continuei sem ver o local. Nessa altura, encontrei o Hélio, que havia se distanciado de nós e parou para nos esperar. Expliquei a situação e ele disse que havia visto uma caminhonete passar com uma bicicleta na caçamba, além de uma mochila colorida muito similar a da Sandra. Conclui que o rapaz devia ter dito 13 km e eu não havia entendido corretamente. Continuamos pedalando até a nova marca e chegamos num posto da gendarmeria, onde achamos a Sandra tomando chá. O tornozelo estava inchado e dolorido, o que impedia que ela continuasse. Por sorte, o engenheiro que trabalhava com os gendarmes se comprometeu a levá-la até Rio Grande quando terminasse seu turno, às 17 h (se ele não pudesse por algum motivo, os gendarmes a levariam). Enquanto descansávamos lá, um motociclista brasileiro chegou. Ele estava bem assustado com a força do vento e havia decidido ficar na gendarmeria até as 21 h, quando a ventania deveria diminuir.

Tendo nos assegurado de que a Sandra estava em boas mãos, eu e Hélio decidimos seguir nas bicicletas. Os funcionários do posto nos disseram que Rio Grande ficava a 16 km, mas pelas minhas contas, eram uns 23 km. O vento continuava enlouquecido e os quatro primeiros quilômetros após a gendarmeria foram problemáticos, mas, depois, as mudanças de direção da rodovia aliviaram um pouco o problema, inclusive nos dando vento de cauda em alguns trechos. Pedalamos pelo pampa durante um tempo, mas uma curva em ladeira nos trouxe de novo a visão do mar. Essa curva, por sinal, parece ser bem perigosa no sentido contrário, dado o grande número de altares para vítimas de acidente.

A praia de Rio Grande

A praia de Rio Grande

Os funcionários da gendarmeria estavam certos — o limite da cidade de Rio Grande ficava a 16 km –, mas eu também: tivemos que pedalar mais uns 7 km para chegar na Hospedaria El Argentino, no centro. Sebastian, o dono, só tinha um quarto de casal livre, mas disse que poderia por um colchão no chão para que nós três pudéssemos dormir juntos. Se não quiséssemos, poderíamos armar as barracas no quintal da hospedaria. Pegamos o quarto e ele ficou de checar na manhã seguinte se haveria outro livre. Enquanto o H;elio foi descansar, fiquei esperando a Sandra, que chegou, trazida elo engenheiro, pouco depois das 17:30, sã e salva.

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