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Pedal patagônico: Trecho 1.1 – Puerto Natales -> Hotel Rio Rubens

08/01/2016

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Na ruta 9, a rota do fim do mundo

Após retornar de Torres del Paine no dia 31 de dezembro e passar um Ano Novo “selvagem” (SQN) em Puerto Natales, onde as ruas ficam vazias e os fogos de artifício são sinalizadores de emergência, na companhia de duas simpáticas roraimenses, Juliana e Livia, partimos na tão sonhada primeira viagem de cicloturismo. Era primeiro de janeiro e o dia estava bonito e sem vento. A ideia era sair cedo, tipo 9 ou 10 h, mas a arrumação da bagagem e seu posicionamento no bagageiro se mostraram um pouco mais complicados. Entre várias tentativas e a conclusão de que devíamos ter estudados nós de marinheiro, acabamos saindo só às 12:30.

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Mirante na ruta 9

Sair de Puerto Natales foi fácil: seguimos a costanera, a rodovia que margeia a costa, até a ruta 9 e, depois, os sinais que indicavam Punta Arenas, que fica a 240 km. Os primeiros quilômetros tinham muita subida, mas não muito íngreme, já que o ganho de altitude é espaçado em um trecho muito longo. Em alguns lugares, eu nem percebia que era subida, de tão leve que era a inclinação, e ficava me perguntando porque só estávamos fazendo 10 ou 11 km/h. Depois vieram as descidas e longos trechos planos. A rota é margeada por estâncias e negócios, com um riacho ou lago ocasional.

IMG_20160101_212219263Após 63 km e seis horas de viagem (nem todas pedalando, pois paramos para comer e beber água), chegamos ao Hotel Rio Rubens, único bastião dos confortos modernos, como cama e água quente, que havíamos visto desde Puerto Nataes. Decidimos pernoitar aí, apesar de eu achar que podíamos viajar mais um pouco. Na minha cabeça, só tínhamos três dias para chegar em Punta Arenas. No entanto, ao checar nosso roteiro, vi que fomos bastante conservadores e nos concedemos cinco dias para o trecho. De fato, nosso planejamento previa parar após 65 km num povoado chamado Los Angeles que não vimos em lugar algum.

As funcionárias do hotel pareceram bastante surpresas de nos ver pedindo um quarto. O hotel é uma parada comum para os viajantes da ruta 9 nessa região, porque é um dos poucos lugares onde pode conseguir refeições, mas não parece ser muito usado para pernoite. Guardamos nossas bicicletas num galpão e jantamos uma milanesa a lo pobre (com dois ovos, batata frita e cebola caramelizada). Para o primeiro dia de viagem de nossa primeira expedição de cicloturismo, consideramos o trecho um sucesso.

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Milanesa a lo pobre

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